Ela sabe que os tempos de mudança se avizinham, para o bem ou para o mal. Sente-o na pele. Pode não ser hoje, nem amanhã, mas a ansiedade começou a fazer cócegas no seu subconsciente.
Tudo começa com os sonhos.
Os seus sonhos não são preditivos, mas revelam-lhe os seu medos e os seus sentimentos e desejos, sem censura nem hipocrisia. Ela conhece-se bem. Quando sonha, as convenções caem como máscaras no final de um baile medieval, e ela sabe. Como soube no passado o que era o medo de perder alguém, hoje, que esse pilar já não se encontra na sua vida, ela revive a dor da perda ao sonhar e sabe, quando acorda, que sente outra dor, a saudade. A mesma que luta por esquecer, que tenta enterrar em boas recordações.
Quando os sonhos voltam, é porque algo quer emergir do recalcamento. Às vezes ela não compreende porque sonha de determinada forma. Mas acaba por descobrir que é porque não consegue esconder-se de si própria.
Uma vez contou-lhe que sonhara com ele. Riram-se juntos da ausência de sentido, aproximaram-se.
Desta vez voltou a sonhar e ela sabe que voltarão a estar realmente juntos. Só não sabe quando. Mas até acordada ela sente que vai acontecer. Resta-lhe apenas esperar.
Sexta-feira, Setembro 19, 2008
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4 comentários:
Resta-nos a todos esperar pelo próximo sobressalto da nossa vida! E ela gosta tanto de nos pregar partidas... he he Um beijo do tamanho mundo, I gotta P-A-R-T-Y! (Never mind the hour...)
"It's party time!!! P-A-R-T-Y (Why?) Because I've gotta!" ;) (You're the best hehe)
uma teoria... na prática mais do que uma teoria e em teoria uma prática que se pratica...
deixando os trocadalhos...
o texto ta muito bom
;)
Muito obrigada ;) Tu também tens o dom da palavra, at the very least! ;)
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