Lembro-me perfeitamente de trilhar, entre resmungadelas não próprias para a minha idade, o caminho para casa, quando o Inverno começava a bater à porta. Era obrigada a desviar-me das folhas que caíam das árvores em jeito de brincadeira comigo. Ora me acertavam nos cabelos dando-me um aspecto um tanto caricato, ora se acumulavam no chão em rampa, formando uma armadilha para os mais distraídos. Recordo as árvores, quase despidas, e a minha melancolia, expectante pelo seu tempo.
Hoje percorri o meu caminho de sempre. Olhei o chão e não vi folhas, vi sementes. No ar, uma amálgama de aromas diversos. Consegui reconhecer a flor de laranjeira e loureiros. Quando olhei para cima, dei de caras com um verde florescente. “Raios”, pensei, “Isto estava aqui ontem?”
O Inverno terminou, sem dúvida. E eu, nem me apercebi. É incrível.
Terça-feira, Março 31, 2009
Mas porquê?
Quem é que se lembra de pintar um tecto de um corredor, no qual passam centenas de pessoas por dia, em pleno horário de expediente?
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Vaga de veneno
Domingo, Março 29, 2009
Sexta-feira, Março 27, 2009
Quinta-feira, Março 26, 2009
Desabafo do dia
Não há paciência para pessoas mal educadas e que têm a mania que são donas da verdade.
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Ondas pessoais
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